Por décadas, a regra 3-2-1 foi o padrão-ouro do backup: 3 cópias dos dados, em 2 mídias diferentes, com 1 cópia fora do site. Simples e eficaz — até o ransomware aprender a criptografar também os backups online antes de detonar.
A resposta da indústria foi evoluir a regra para 3-2-1-1-0:
- 3 — três cópias dos dados (a produção + duas de backup).
- 2 — em duas mídias diferentes (disco e fita, disco e objeto/cloud).
- 1 — uma cópia offsite, geograficamente separada.
- 1 — uma cópia imutável ou air-gapped: que nem o administrador nem o invasor conseguem alterar ou apagar dentro da retenção.
- 0 — zero erros na verificação de restauração. Backup que não foi testado não conta.
O segredo está nos dois últimos dígitos. A imutabilidade (WORM, S3 Object Lock, vault air-gapped) é o que transforma o backup numa cópia que sobrevive ao ataque. E o 0 é o que separa quem tem backup de quem tem esperança: se você nunca executou um restore de verdade, você não sabe se ele funciona.
Como isso se implanta na prática
Você não precisa de um appliance proprietário caro para chegar lá. Bacula e BareOS orquestram as 3 cópias, multi-mídia e offsite nativamente. O PodHeitor Backup adiciona a camada imutável e a deduplicação global por cima — e a verificação automática de restore fecha o zero.
Sou Heitor Faria, MSc em Computação Aplicada (UnB), autor do livro Bacula e main-developer do PodHeitor. Já desenhei arquiteturas 3-2-1-1-0 para empresas de todos os portes.
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